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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Menos de dois meses

O tempo passa cada vez mais rápido. Ou essa é a minha impressão. Como se fim de semestre já não fosse estressante por si só, os preparativos agora precisam ser concluídos com certa urgência. São trabalhos e provas que precisam estar em dia, conteúdo que tem que entrar na cabeça, sono que não pode ser sonhado. Na contagem regressiva para o término das aulas, também está a contagem para o fim de ano, natal e as tão sonhadas férias.

O primeiro ano de faculdade está terminando e o grande dia está chegando. Não falta muito agora, e os documentos precisam estar em mãos. Mas... e o nervoso? Sabe aquela situação em que não se sabe o que vai encontrar? Quem vai estar por lá? O que vai acontecer? Eu não sei nada disso. Mas também não estou preocupada, apenas ansiosa. Quero que as coisas dêem certo. Quero fazer valer a pena. Quero viver um momento único. Quero que seja especial.

Talvez não seja como o esperado. Também não sei o que esperar. Talvez não seja bom. Talvez seja estranho. Mas pode ser melhor ainda. Posso ser surpreendida a cada dia, e é isso que faz ser cada vez melhor. Não quero ficar pensando que estou me divertindo. Quero me divertir e depois lembrar disso com um sorriso no olhar. Não adianta pensar que está bom na hora e não sentir a alegria realmente.

Mas vai dar certo. Sei que isso depende apenas de mim, mas vai dar. Quero passar por algo que não faria aqui. Afinal, o que é feito longe, fica longe. E deve ser lembrado com muito carinho e sem arrependimentos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Trauma de aniversário

Daqui a alguns minutos eu vou completar 18 anos de idade. Isso mesmo, já serei uma pessoa adulta. Pelo menos é o que a Lei diz. Mas eu não sei o que esperar de amanhã. Não do fato de ser maior de idade, porque isso vai ser muito bom. Poderei fazer várias coisas que não posso fazer agora, e isso vai mudar bastante. O que tenho medo é do dia do meu aniversário. Isso porque sempre acontece alguma coisa. Geralmente, não em todos os anos, mas normalmente meus aniversários não são bons.

É possível? Sim.

Meus melhores anos são os ímpares, e não é coisa da minha imaginação não. Parei pra pensar e fiz um levantamento. Quando fiz 12, 14 e 16 anos passei meus aniversários doente, quase sem poder levantar da cama. O de 14 não lembro muito bem agora, mas sei que também fiquei ruim.

Lembro que no meu primeiro aniversário em Santo Ângelo passei em casa com as minhas amigas, só que eu estava muito gripada. Não consegui dormir direito, mas no final do dia apaguei. Não lembro de muita coisa, mas tenho algumas fotos engraçadas.

Em Brasília no meu aniversário de 13 minha melhor amiga (na época) esqueceu do meu "grande dia". Ela passou o tempo inteiro comigo e nem lembrou de nada. E o resto das minhas amigas também demorou para lembrar. Nem preciso dizer que foi "maravilhoso" né?!

Mas dos aniversários de 15 e 17 anos não tenho do que me queixar. No de 15 ganhei 3 festas surpresa, melhor presente impossível. Chorei horrores, porque além disso, foi quase a minha despedida de Brasília. Já no de 17 não aconteceu nada estraordinário, mas pessoas que eu nem sabia que ainda lembravam de mim me deram parabéns, e isso valeu mais do que muita coisa. Foi um dia simples, mas muito alegre. O que vale é o gesto, não o resto.

Agora eu fico pensando o que vai acontecer amanhã. Será que vou ficar doente de novo? Será que ninguém vai lembrar? Sinceramente, não sei o que esperar. Mas vamos ver o que vai acontecer.
Faz muito tempo que já parei de tentar planejar as coisas.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Se eu choro hoje, é de felicidade

Preciso registrar esse momento de alguma forma. Já que não posso gritar, vou desabafar tudo aqui. Até uma hora atrás eu estava super nervosa com uma coisa. Sabe AQUELA dúvida? Até o sono eu perdi. Era o tipo de coisa que tinha tudo para dar errado. Só que, ainda bem, acabou dando tudo certo!

Sem entrar em detalhes, mas já entrando, eu estava ansiosa por não saber se conseguiria participar de uma coisa muuuuito especial. Então criei coragem e fui perguntar aos encarregados sobre o que eu estava pensando. Me disseram para ficar tranquila, que tá tudo certo... e que estou dentro! Saí de lá com as mãos tremendo, vontade de gritar, chorar, sorrir... Para falar a verdade, ainda estou assim.

Não sei direito o que fazer, não sei o que sentir. Pode até ser bobo, mas eu começo a rir e a chorar ao mesmo tempo. Eu sei que muitas coisas ainda podem dar errado, mas no momento estou curtindo muito essa oportunidade tão especial.

Enquanto a hora não chega, sigo fazendo planos. Tenho mil coisas para preparar antes do "tal" dia chegar. Ah, claro. Ainda tenho mais mil e um trabalhos para entregar, pois o semestre não está nem na metade!

Só que hoje não é dia para se preocupar nem se estressar com trabalhos. Depois da meia noite, talvez eu lembre que eles estão me atormentando. Quem sabe?!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Rumo ao desconhecido

Em algum momento da vida todo mundo tem a vontade de largar tudo e seguir um rumo completamente diferente do que se é conhecido. E foi mais ou menos isso que eu fiz. Sai de casa, mudei de cidade e comecei na faculdade. Agora morando em um tipo diferente de casa, com pessoas desconhecidas e tendo que me virar.
E foi nesse mundo totalmente desconhecido que eu comecei nessa semana. Mas eu tenho uma coisa pra dizer: esta valendo MUITO a pena. Nessa semana já tive várias experiências bacanas e aulas que nunca sonhei. Só não gostei de uma matéria, mas as outras são maravilhosas. Pelo menos no começo. Ainda não tive o 'tal' do trote, e pra falar a verdade, espero nem ter. Pintar e jogar tinta, farinha, ovo... isso até que é divertido. Mas parando por aí também.
Todas as coisas tem seu lado negativo, e o dessa mudança de 360° é a saudade. As vezes a saudade de casa aperta e a única coisa que resta a fazer é pegar o telefone e fazer uma ligação, de preferência bem demorada. Mas o importante é saber que esta todo mundo bem.
É um mundo bem diferente, mas não há nada com o que não possamos nos acostumar.
E ainda mais, todas as duvidas que eu tinha quanto a essa mudança passaram, porque agora eu percebo que valeu muito fazer o que fiz.
As vezes é preciso arriscar.